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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A Importância da determinação do Estado Mental para o desenvolvimento do Processo Fisioterapêutico

   Este post tem por objetivo expor uma preocupação. Com certa frequência na condução do tratamento fisioterapêutico, nos deparamos com pacientes deprimidos, com alterações de humor, muitas vezes pouco cooperativos, o que torna mais difícil a prática e o alcance de metas.

   A saúde, como é definida pela OMS, será melhor atendida quando nós, profissionais de saúde, observarmos o cliente sob diversos aspectos. São eles: biológicos, psicológicos, sociológicos e culturais. Somente munidos de informações podemos desenvolver melhor nossas capacidades técnicas.

   Quando, no decorrer desse processo, desprezamos uma importante dimensão da avaliação do nosso cliente, que é a determinação do estado mental, capacidade de compreensão, estado emocional e aceitabilidade do tratamento, deixamos uma lacuna no cuidado que muitas vezes vai nos conduzir a frustrações devido a falta de participação/comprometimento do cliente e/ou família.

   Somos parte de uma rede assistencial, somos responsáveis e éticos, por isso, reconhecer nossas limitações e orientar nosso cliente e família na busca por pareceres e assistência de outros profissionais faz parte do cuidado integral. Nesse caso em especial, mesmo que o cliente não necessite de acompanhamento com Psicólogo, o parecer deste profissional caracterizando que tipo de paciente temos, nos permite direcioná-lo e entendê-lo melhor.

   Amadurecimento profissional é isso aí.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Caracterização da demanda em uma Unidade de Saúde da Família

 O interessante deste artigo, independentemente da região que originou a pesquisa, é que reflete uma realidade a nível nacional. No meu entender, reforça a importância da Fisioterapia no nível da Atenção Primária, quando diz que o primeiro motivo de queixa dos usuário do serviço é por lombalgia. E pergunto, como se intervém na lombalgia nos dias de hoje? Não se consegue resultados a médio e longo prazo utilizando apenas a terapia medicamentosa. É sabido que diversos olhares são necessários.

Já não bastasse esse fato, ainda existe a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), e a Diabetes Mellitus (DM), que ocupam o primeiro e segundo lugares de motivo de consultas médicas nas Unidades de Saúde da família, Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) reconhecidamente de maior controle e prevenção por programas multidisciplinares.

A Saúde da Família não pode ser mais vista sob a ótica da equipe mínima, retire os profissionais do NASF e o caos estará estabelecido.

 Artigo publicado na Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade: v.6, n. 20(2011).
 
link para o artigo


Sopa de Letrinhas é bom, mas confunde a mente.

   Antigamente quando minha avózinha ia ao Doutor, era porque alguma coisa ia mal, o joanete doía, a coluna travava, o coração palpitava ou as pernas faltavam. Ela esperava a doença bater à porta para só então procurar ajuda no postinho do INAMPS. Ela tinha DIREITO À SAÚDE, porque meu avô possuía carteira assinada e pagava o INPS, ainda bem, senão tinha que procurar alguma clínica pública filantrópica ou pagar a consulta. Era assim mesmo, e isso nem faz tanto tempo assim, somente 21 anos atrás.
   
   Lá em 1988, a Assembléia Geral Constituinte, mudou isso tudo e promulgou a nossa Constituição Federal. E, agora, Saúde é DIREITO DE TODOS e DEVER DO ESTADO, não apenas de que tem carteira assinada. Homens e mulheres muito inteligentes, chamados Sanitaristas, propuseram a criação de um sistema de saúde novo, um que não deixasse ninguém de fora. Que cuidasse desde um probleminha de saúde até um problemão. Sabiam que este sistema teria muitas dificuldades, várias limitações e desafios maiores ainda.
  
    Esse sistema de saúde novo é o nosso SUS (Sistema Único de Saúde). Este jovem de 21 anos já passou por muita coisa nesse período e ainda tem uma longa estrada pela frente, espero realmente ver um dia esse sistema consolidado e funcionando conforme todos esperamos. Ao longo desse tempo ele se transformou, modificou sua visão de saúde e de se fazer saúde, e hoje, temos um modelo de assistência à saúde diferente. Ter saúde, como já disse uma vez por aqui, é muito mais que a ausência de doença. É um completo estado de bem estar, e nesse sentido o SUS tem trabalhado bastante.
   
   O SUS está em quase todos os lugares, mesmo que não o vejamos. Costumamos chamá-lo de “O SUS que não se vê”, mesmo quem diga nunca ter utilizado os serviços do SUS, em algum momento, sem saber está se beneficiando de alguma ação ou projeto do SUS.
Infelizmente o sistema não se curou de males que o atingem desde sua criação: subfinanciamento e má gestão. A “crise do SUS” está na moda. Mas se prestarmos atenção, vamos ver que a crise do SUS não é a crise da saúde como um todo ou do sistema, é mais do que tudo a crise da assistência médico-hospitalar. Sabem por quê? Porque nossa idéia de saúde ainda é aquela da minha avozinha que esperava adoecer para só então tratar. Para piorar, a informação que nos é passada por diferentes meios de comunicação, aqui podemos incluir as fofocas, exploram somente as dificuldades e falhas. São informações que não ajudam a melhorar o SUS, possuem fundo degradante e ignorante, baseadas em falação reclamante que apenas afastam as pessoas do SUS a as fazem pensar que o SUS é um sistema de saúde para pobres. Isso é mentira! O SUS é um sistema de saúde para todos, sem distinção de classe, credo, raça, se está empregado ou desempregado.

   O SUS tem muito a melhorar, temos muitas falhas, mas a construção está acontecendo, é coletiva e precisa da participação positiva e responsável de todos.
Aqui na Ilha Grande, temos o SPA (Serviço de Pronto Atendimento) que funciona 24 horas, cuidando dos casos de emergência da população. Também temos a ESF (Estratégia de Saúde da Família) que funciona de uma forma diferente, aqui uma equipe de profissionais de saúde interage para cuidar da saúde da comunidade. Esses profissionais: enfermeira, médico, auxiliar de enfermagem, agente comunitário de saúde e equipe de saúde bucal, dentista e auxiliar de saúde bucal, não só fazem atendimento direto à população, mas criam oportunidades para visitar residências, visitar a escola e comércios, reunir-se com a comunidade para falar de saúde, participam de campanhas de vacinação e outras tantas, etc.

   E temos também o NASF (Núcleo de Apoio à Saúde da Família), mais letrinhas para a nossa sopa. O NASF é novíssimo, criado pelo Ministério da Saúde em 2008, também é uma equipe de profissionais de diferentes especialidades, para APOIAR e REFORÇAR, aumentar a abrangência e a resolubilidade dos problemas. Nosso foco é o coletivo, é a educação e a promoção da saúde, é conscientizar as pessoas que quanto maior sua responsabilidade com a saúde, menos se adoece, previne-se as complicações, e evitam-se as temidas seqüelas. Sonhamos todos os dias com um amanhã melhor que o hoje.

   Sou um defensor otimista do SUS, e acredito na sua ideologia. Gostaria de encerrar esta matéria dizendo que tenho uma obsessão, que é apoiar o fortalecimento da Estratégia de Saúde da Família na Ilha Grande. Reconheço que isso é um problema, mas o fato de ser um problema não nos impede de fazer com que isso esteja no centro de nosso planejamento.

Dr. Dennys Ferreira - Fisioterapeuta.
(Matéria publicada no Jornal O Eco da Ilha Grande, edição de junho de 2011)

Inauguração!

Boa tarde! Assim como promovemos a inauguração de um espaço físico, uma sala, uma clínica ou um consultório, estou promovendo a inauguração oficial do BLOG.
Tenho acompanhado diversos blogs e me senti impulsionado a criar um também. Considero ser um espaço bastante propício para a exposição de idéias e promoção da nossa carreira. Pretendo, a partir de hoje, manter este espaço e contribuir para a valorização do Fisioterapeuta.

Abraços a todos.