Este post tem por objetivo expor uma preocupação. Com certa frequência na condução do tratamento fisioterapêutico, nos deparamos com pacientes deprimidos, com alterações de humor, muitas vezes pouco cooperativos, o que torna mais difícil a prática e o alcance de metas.
A saúde, como é definida pela OMS, será melhor atendida quando nós, profissionais de saúde, observarmos o cliente sob diversos aspectos. São eles: biológicos, psicológicos, sociológicos e culturais. Somente munidos de informações podemos desenvolver melhor nossas capacidades técnicas.
Quando, no decorrer desse processo, desprezamos uma importante dimensão da avaliação do nosso cliente, que é a determinação do estado mental, capacidade de compreensão, estado emocional e aceitabilidade do tratamento, deixamos uma lacuna no cuidado que muitas vezes vai nos conduzir a frustrações devido a falta de participação/comprometimento do cliente e/ou família.
Somos parte de uma rede assistencial, somos responsáveis e éticos, por isso, reconhecer nossas limitações e orientar nosso cliente e família na busca por pareceres e assistência de outros profissionais faz parte do cuidado integral. Nesse caso em especial, mesmo que o cliente não necessite de acompanhamento com Psicólogo, o parecer deste profissional caracterizando que tipo de paciente temos, nos permite direcioná-lo e entendê-lo melhor.
Amadurecimento profissional é isso aí.
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